| Unica | |||
|---|---|---|---|
| 1 | VS | CLAUDIO SCHIMIDT | 2,150 |
| 2 | 1A | LUIS CARLOS AFFONSO | 1,853 |
| 3 | LV | LUIS VALENÇA | 1,697 |
Na década de 1940, em meio à Segunda Guerra Mundial, Hendrich Kurt, um jovem alemão, deixou a Europa para fugir do conflito. Sensível, músico, artesão e mecânico de alta precisão, ele tinha aversão à guerra e uma grande paixão pela aviação — especialmente pelo voo a vela, modalidade muito difundida na Alemanha.
Por uma dessas coincidências do destino, Kurt chegou ao Brasil e se estabeleceu em Bauru, justamente no momento em que a cidade acabava de inaugurar seu Aeroclube. O relevo favorável e o clima quente e ensolarado encantaram Kurt, que passou a ver ali o lugar ideal para desenvolver o voo sem motor.
Em 1942, ele fixou residência definitiva em Bauru. Trouxe na bagagem as plantas de um planador Zoegling e um passaporte suíço. Seus conhecimentos chamaram a atenção dos fundadores do Aeroclube, que o convidaram a ajudar na formação da escola de pilotos.
Com o apoio dos entusiastas locais, Kurt chamou seu cunhado, o projetista suíço Hans Widmer, para ajudá-lo a transformar Bauru em um polo do voo a vela. Juntos, começaram a fabricar planadores nas oficinas do Aeroclube.
No início, os planadores eram rebocados por automóveis. Pouco tempo depois, passaram a ser lançados por aviões monomotores, alcançando cerca de 500 metros de altura antes do voo livre.
Ainda em 1942, Kurt construiu o planador Zoegling “Arildo Soares”, feito inteiramente com material nacional. Era um planador de asa alta, sem cabine, com o piloto exposto ao vento. Seu primeiro voo aconteceu em 5 de setembro de 1942, e ele ficou conhecido como “Canguru”, tornando-se um símbolo do voo a vela em Bauru.
No mesmo ano, formou-se a primeira turma da Escola de Planadores, com 48 pilotos. A fama da escola cresceu rapidamente, atraindo inclusive, em 1945, alunos da Escola de Aeronáutica de La Paz, na Bolívia.
Outros planadores históricos também surgiram sob sua orientação, como o Flamingo, em 1944, e o Spalinger, construído em 1953 — uma verdadeira obra de arte que ainda voa nos céus de Bauru.
Graças à dedicação de Hendrich Kurt e Hans Widmer, o Aeroclube de Bauru se consolidou como um dos berços do voo a vela no Brasil.
Até hoje, sua memória é preservada com carinho, por meio da Prova Kurt, competição anual de voo a vela, e da Sala Kurt, mantida no hangar do Aeroclube.
Créditos pelo texto : ELSON AVALONE
A Prova Kurt é uma tradicional prova de clube que era realizada anualmente em Bauru no Aeroclube de Bauru, sua última edição foi em 2008. Nesse momento iremos reativar essa tradicional prova que homenageia nosso eterno paraninfo Hendrich KURT É um prazer retomar essa tradição 17 anos depois.
Read more...